<p dir="ltr">In global debates on how to achieve a ‘just transition’ away from fossil fuels, the voices from the front lines of energy extraction and production are largely missing. Serving as the introduction to a special issue of the <i>IDS Bulletin</i>, this article examines how communities and workers across multiple sites in the global South and North perceive the ‘just transition’. These actors on the peripheries, whether their territories are affected by the phasing out of oil and coal exploitation or by large-scale renewable energy generation and critical mineral extraction, have local cultures and knowledges which should inform current debates. Far from experiencing contemporary dynamics of energy transition as ‘new’, they experience them as a continuation of long-term patterns of exclusion. At the same time, we find rich stories and strategies of resistance and action which frontline actors are using to strengthen their voices, alliances, and narratives to construct a more just future.</p><p dir="ltr">En los debates globales sobre cómo lograr una “transición justa” respecto de los combustibles fósiles, en gran medida están ausentes las voces de quienes participan activamente en la primera línea de extracción y producción de energía. Como introducción a una edición especial del <i>IDS Bulletin</i>, este artículo examina de qué manera las comunidades y los trabajadores en diversos territorios del Sur y del Norte globales perciben la “transición justa”. Estos actores que se encuentran en las periferias, ya sea porque sus territorios se ven afectados por la eliminación progresiva de la explotación de petróleo y carbón, o por la generación a gran escala de energías renovables y la extracción de minerales críticos, poseen culturas y saberes locales que deben incluirse en los debates actuales. Lejos de vivir las dinámicas contemporáneas de la transición energética como algo “nuevo”, son experimentadas como la continuación de patrones de exclusión de larga trayectoria. Al mismo tiempo, encontramos narrativas y estrategias ricas de resistencia y acción, mediante las cuales los actores principales buscan fortalecer sus voces, alianzas y relatos para construir un futuro más justo.</p><p dir="ltr">Nos debates globais sobre como alcançar uma ‘transição justa’ para além dos combustíveis fósseis, as vozes da linha da frente da extracção e produção de energia estão em grande medida ausentes. Servindo de introdução a uma edição especial do <i>IDS Bulletin</i>, este artigo analisa como as comunidades e trabalhadores em múltiplos locais no Sul e Norte globais percebem a ‘transição justa’. Estes actores nas periferias, quer os seus territórios sejam afectados pelo abandono progressivo da exploração de petróleo e carvão, quer pela produção em larga escala de energias renováveis e pela extracção de minerais críticos, possuem culturas e saberes locais que devem informar os debates actuais. Longe de vivenciarem as dinâmicas contemporâneas da transição energética como algo ‘novo’, percebem-nas como uma continuação de padrões de exclusão de longa duração. Ao mesmo tempo, encontramos narrativas e estratégias ricas de resistência e acção, através das quais os actores da linha da frente procuram reforçar as suas vozes, alianças e narrativas na construção de um futuro mais justo.</p>
History
Publisher
Institute of Development Studies
Citation
Gaventa, J., Shankland, A. and McGee, R. (2025) ‘Introduction’ in Struggles for Justice in the Energy Transition: Voices from the Front Lines, IDS Bulletin 56.2, 1–24, DOI: 10.19088/1968-2025.135