<p dir="ltr">Argentina and Chile have emerged as key suppliers of critical minerals essential to the global green transition. Yet the expansion of mineral extraction in both countries has triggered widespread socioenvironmental conflict. This article examines the scale, drivers, and outcomes of civil society resistance to mining, based on a review of over 180 sources and original mapping of 36 conflict cases. It argues that these conflicts are not isolated or episodic, but pervasive, politically significant, and increasingly influential in shaping the strategies for a just transition. Led by diverse actors – indigenous communities, local assemblies, non-governmental organisations, and municipal governments – resistance has often succeeded in blocking projects, prompting legal reforms, and generating bottom-up innovations. While resistance highlights failures in current governance models, it also advances alternative visions rooted in territorial justice and democratic participation. Civil society resistance should be recognised not as a barrier but as a potential catalyst for institutional and policy transformation.</p><p dir="ltr"><b>Resumen</b> Argentina y Chile se han consolidado como proveedores clave de minerales críticos esenciales para la transición energética global. Sin embargo, la expansión de la actividad minera en ambos países ha generado amplios conflictos socioambientales. Este artículo analiza la escala, las causas y los resultados de la resistencia de la sociedad civil a la minería, a partir de una revisión de más de 180 fuentes y un mapeo de 36 casos de conflicto. Sostiene que estos conflictos no son episodios aislados, sino fenómenos generalizados, políticamente significativos y cada vez más influyentes en la configuración de estrategias para una transición justa. Lideradas por actores diversos —comunidades indígenas, asambleas locales, organizaciones no gubernamentales y gobiernos municipales—, estas resistencias han logrado en muchos casos frenar proyectos, impulsar reformas legales y generar innovaciones desde abajo. Si bien estas resistencias ponen en evidencia las fallas de los modelos de gobernanza actuales, también proponen estrategias alternativas basadas en la justicia territorial y la participación democrática. Se propone por lo tanto que las mismas no deben entenderse como un obstáculo, sino como un posible catalizador de transformaciones institucionales y políticas.</p><p dir="ltr"><b>Resumo</b> A Argentina e o Chile emergiram como fornecedores centrais de minerais críticos essenciais à transição energética global. No entanto, a expansão da extracção mineira em ambos os países desencadeou conflitos socioambientais generalizados. Este artigo analisa a escala, os factores determinantes e os resultados da resistência da sociedade civil à mineração, com base numa revisão de mais de 180 fontes e no mapeamento original de 36 casos de conflito. Defende-se que estes conflitos não são isolados ou episódicos, mas sim omnipresentes, politicamente significativos e cada vez mais influentes na definição das estratégias para uma transição justa. Liderada por actores diversos – comunidades indígenas, assembleias locais, organizações não-governamentais e governos municipais – a resistência conseguiu, em muitos casos, bloquear projectos, promover reformas legais e gerar inovações de base. Embora revele falhas nos actuais modelos de governação, esta resistência também projecta visões alternativas, assentes na justiça territorial e na participação democrática. A resistência da sociedade civil deve ser reconhecida não como um obstáculo, mas como um potencial catalisador de transformação institucional e política.</p>
History
Publisher
Institute of Development Studies
Citation
Marín, A. (2025) ‘Contesting Mineral Extraction for Transformation: Civic Power in Just Energy Transitions’ in Struggles for Justice in the Energy Transition: Voices from the Front Lines, IDS Bulletin 56.2, 121–146, DOI: 10.19088/1968-2025.140